Pré-natal: como funciona o acompanhamento da gestação
O pré-natal acompanha a gestação da confirmação da gravidez até o pós-parto. Aqui está quando começar, quantas consultas são recomendadas, o que se avalia em cada trimestre e quando o acompanhamento passa a ser de alto risco.
Atualizado em 5 de outubro de 2026
Agendar consultaO pré-natal é o acompanhamento médico da gestação. Ele começa assim que a gravidez é confirmada e segue até a consulta de revisão depois do parto, com consultas, exames e vacinas organizados por fase.
O objetivo é acompanhar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê, identificar cedo qualquer alteração e preparar a gestante para o parto e para as primeiras semanas com o bebê.
Quando começar o pré-natal?
Assim que a gravidez é confirmada, de preferência até a 12ª semana.
A primeira consulta reúne o histórico de saúde, as gestações anteriores, os medicamentos em uso e os exames de rotina do início da gravidez. É também o momento de calcular a idade gestacional e a data provável do parto.
Quem planeja engravidar pode começar antes. A consulta pré-concepcional revisa vacinas e exames e orienta o uso de ácido fólico, recomendado desde antes da gravidez até o fim do primeiro trimestre.
Quantas consultas são recomendadas?
No mínimo sete, segundo o Ministério da Saúde.
O número mínimo passou de seis para sete consultas em 2024, com a Rede Alyne, a estratégia do Ministério da Saúde para a atenção à gestação e ao parto no SUS. A Organização Mundial da Saúde, em recomendação de 2016, indica oito contatos ao longo da gestação.
Na prática, as consultas costumam ser mensais até a 28ª semana, quinzenais da 28ª à 36ª e semanais a partir da 36ª, até o parto. Esse ritmo muda quando a gestação pede um acompanhamento mais próximo.
Quais exames são feitos em cada trimestre?
Os exames seguem o calendário da gestação e são pedidos conforme a fase e o histórico de cada mulher.
- Primeiro trimestre: hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh, glicemia de jejum, exame de urina e urocultura, e testes para sífilis, HIV, hepatites B e C e toxoplasmose.
- Segundo trimestre: teste de tolerância à glicose, entre a 24ª e a 28ª semana, para rastrear o diabetes gestacional.
- Terceiro trimestre: repetição de parte dos exames, como os testes para sífilis e HIV, o hemograma e a urocultura.
O rastreamento do diabetes gestacional segue o consenso brasileiro publicado em 2016 pela Organização Pan-Americana da Saúde, pelo Ministério da Saúde, pela FEBRASGO e pela Sociedade Brasileira de Diabetes. Ele prevê a glicemia de jejum no início do pré-natal e, se ela estiver normal, o teste com 75 g de glicose entre a 24ª e a 28ª semana.
A ultrassonografia acompanha o desenvolvimento do bebê. O número e o momento dos exames de imagem dependem de cada gestação.
Quais vacinas fazem parte do pré-natal?
As vacinas indicadas na gestação são revisadas desde a primeira consulta.
A dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é recomendada a cada gestação a partir da 20ª semana, e a proteção passa para o bebê nos primeiros meses de vida. As vacinas contra a gripe e contra a covid-19 também fazem parte do calendário da gestante, e a da hepatite B é indicada para quem não tem o esquema completo.
O que se avalia em cada consulta?
A pressão arterial, o peso, a altura do útero e os batimentos do coração do bebê, além dos resultados dos exames e das queixas da gestante.
A pressão é medida em todas as consultas porque a pré-eclâmpsia, uma das complicações mais importantes da gestação, costuma começar sem sintomas.
As consultas também abrem espaço para as dúvidas do dia a dia: alimentação, atividade física, sono, trabalho, vida sexual e medicamentos.
Quando a gestação é considerada de alto risco?
Quando existe uma condição da mãe ou do bebê que aumenta a chance de complicações.
Entre as situações mais comuns estão a hipertensão, o diabetes, complicações em gestações anteriores, a gestação de gêmeos e doenças crônicas prévias. Algumas aparecem já na primeira consulta. Outras surgem ao longo da gestação, como o diabetes gestacional e a pré-eclâmpsia.
Nesses casos, o pré-natal ganha consultas mais próximas e exames adicionais, de acordo com a condição.
Pré-natal de alto riscoO que muda no terceiro trimestre?
As consultas ficam mais frequentes e passam a incluir a preparação para o parto.
Entram nessa fase a posição do bebê e os sinais de trabalho de parto. Também os sinais de alerta que pedem avaliação imediata, como sangramento, perda de líquido, dor de cabeça forte ou diminuição dos movimentos do bebê. E a organização da ida à maternidade.
E depois do parto?
O acompanhamento continua no pós-parto, chamado de puerpério.
O Ministério da Saúde recomenda uma avaliação na primeira semana depois do parto e a consulta de revisão até o 42º dia. Nela são avaliadas a recuperação, a amamentação, o humor e a escolha do método contraceptivo.
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Na consulta · Dra. Pollyane Lopes
O pré-natal é feito pela Dra. Pollyane Almeida Lopes, médica ginecologista e obstetra, CRM MG 66466, RQE 44581, em consultas presenciais. A primeira consulta reúne o histórico, define a idade gestacional e organiza o calendário de exames e vacinas. Nos retornos, os resultados são revisados com a gestante, e o ritmo das consultas acompanha cada fase. Quando aparece um fator de risco, o acompanhamento é ajustado, com consultas mais próximas e exames adicionais.
Perguntas frequentes
O pré-natal pode começar antes do ultrassom?
Sim. O exame de sangue positivo já basta para marcar a primeira consulta, e o ultrassom entra no calendário de exames.
Posso tomar remédio durante a gravidez?
Só com orientação médica, inclusive os que não precisam de receita. Os medicamentos em uso são revistos na primeira consulta.
É preciso tomar ácido fólico e ferro?
O ácido fólico é recomendado desde antes da gravidez até o fim do primeiro trimestre. O ferro é indicado em boa parte das gestações, e a dose e o momento de começar são definidos na consulta.
Exercício físico é liberado na gestação?
Na maioria das gestações sem complicações, sim. A Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 150 minutos de atividade moderada por semana para gestantes sem contraindicação, e a liberação é feita na consulta.
Até quando dura o pré-natal?
Até o parto. Depois dele, o acompanhamento segue no pós-parto, com a consulta de revisão até o 42º dia.
Onde atende
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta. Cada gestação tem um acompanhamento próprio, e a indicação de exames e condutas é individual.
Fontes de referência: Brasil, Ministério da Saúde, Atenção ao pré-natal de baixo risco, Cadernos de Atenção Básica nº 32, 2012. Brasil, Ministério da Saúde, Portaria GM/MS nº 5.350, Rede Alyne, 2024. World Health Organization, WHO recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience, 2016. Organização Pan-Americana da Saúde, Ministério da Saúde, FEBRASGO e Sociedade Brasileira de Diabetes, Rastreamento e diagnóstico de diabetes mellitus gestacional no Brasil, 2016. Brasil, Ministério da Saúde, Manual de gestação de alto risco, 2022. World Health Organization, WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour, 2020.
Dra. Pollyane Almeida Lopes
Médica Ginecologia e Obstetrícia
CRM MG 66466
RQE: 44581