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Dra. Pollyane LopesGinecologia e Obstetrícia

Cirurgia de alta frequência (CAF): como funciona o tratamento

A cirurgia de alta frequência, a CAF, remove a área alterada do colo do útero e é o tratamento mais usado para as lesões que antecedem o câncer. Aqui estão quando ela é indicada, como funciona, a anestesia, a recuperação e o que vem depois.

Atualizado em 7 de outubro de 2026

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A cirurgia de alta frequência, conhecida pela sigla CAF, é o procedimento que remove a área alterada do colo do útero usando uma alça fina percorrida por corrente elétrica. A alça corta e estanca ao mesmo tempo, o que torna a retirada rápida e com pouco sangramento.

Ela costuma ser o desfecho do caminho que começa no preventivo e passa pela colposcopia: quando a biópsia confirma uma lesão de alto grau, a CAF retira essa área antes que ela possa evoluir para um câncer.

Para que serve a CAF?

Para tratar as lesões precursoras do câncer do colo do útero, removendo a área alterada.

As lesões de alto grau, chamadas NIC 2 e NIC 3, não são câncer, mas têm risco de evoluir para um se permanecerem no colo. A CAF retira essa área num procedimento curto, e a remoção costuma resolver o problema em uma única sessão.

Ela trata a lesão precursora. Quando o diagnóstico é de um câncer já estabelecido, o caminho é outro, definido caso a caso.

Quando ela é indicada?

Principalmente quando a biópsia confirma uma lesão de alto grau.

  • lesões NIC 2 e NIC 3 confirmadas pela biópsia feita na colposcopia;
  • alterações que persistem nos exames ao longo do acompanhamento;
  • situações em que os exames discordam entre si e a retirada da área esclarece o diagnóstico.

A indicação é individual e considera a idade, o desejo de engravidar e o tipo de lesão, tudo conversado na consulta.

Colposcopia

Como o procedimento é feito?

Na maioria das vezes em ambiente ambulatorial, com anestesia local no colo do útero.

A cirurgia é guiada pela colposcopia: a médica examina o colo, delimita a área a retirar e aplica a anestesia. A alça então remove a região alterada, e a própria corrente elétrica sela os pequenos vasos, controlando o sangramento.

Entre o preparo, a anestesia e a retirada, a permanência costuma ficar em torno de trinta minutos, e a paciente vai para casa depois, sem internação.

A cirurgia dói?

Com a anestesia local, o procedimento não costuma doer.

O que algumas mulheres sentem é a picada da anestesia e, depois, uma cólica leve, parecida com a menstrual, que melhora com analgésicos comuns.

Quando há motivo, o procedimento pode ser feito em hospital, com sedação, e essa escolha é combinada na consulta.

O que acontece com o tecido retirado?

Ele vai ao laboratório, e é isso que faz da CAF tratamento e diagnóstico ao mesmo tempo.

A análise confirma o tipo e o grau da lesão e avalia as margens da peça, ou seja, se a área alterada foi retirada por completo. Esse resultado define o acompanhamento.

O prazo do resultado é informado no dia do procedimento.

Como é a recuperação?

Tranquila para a maioria das mulheres, com retorno às atividades leves em poucos dias.

Nas semanas seguintes são comuns um corrimento escurecido e um pequeno sangramento, enquanto o colo cicatriza. Nesse período, a orientação é evitar relações sexuais, duchas, absorvente interno e esforço físico intenso, pelo prazo combinado na consulta, em geral de algumas semanas.

Sangramento intenso como o de uma menstruação forte, febre ou dor que não melhora não são esperados e pedem contato.

A CAF afeta uma gravidez no futuro?

Na grande maioria das vezes, não. A cirurgia preserva o útero e a possibilidade de engravidar.

A profundidade da retirada é planejada para remover a lesão protegendo o colo do útero. Quem pretende engravidar conversa sobre isso na consulta, inclusive sobre o intervalo recomendado entre a cirurgia e a gestação.

Uma gestação depois da CAF leva a cirurgia em conta no acompanhamento de pré-natal, e isso é combinado desde o início.

O que vem depois do tratamento?

Acompanhamento com exames de controle, porque tratar a lesão não dispensa o seguimento.

O resultado do laboratório define o calendário: os exames de controle conferem a cicatrização e se a área ficou livre da lesão. Com o tempo, a mulher retorna à rotina normal de rastreamento.

Esse caminho é o rastreamento funcionando: a lesão foi encontrada e tratada antes de virar câncer.

Na consulta · Dra. Pollyane Lopes

A cirurgia de alta frequência é indicada e conduzida pela Dra. Pollyane Almeida Lopes, médica ginecologista e obstetra, CRM MG 66466, RQE 44581, com atendimento no consultório em Boa Esperança, MG. A indicação nasce do resultado da colposcopia e da biópsia, o procedimento é explicado com calma antes de ser agendado, e o acompanhamento depois da cirurgia segue com a própria Dra., do resultado do laboratório ao calendário de controles.

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Perguntas frequentes

CAF é cirurgia de câncer?

Não. A CAF trata as lesões que antecedem o câncer, justamente para impedir que ele apareça. Quando o diagnóstico é de câncer já estabelecido, o tratamento é outro.

Preciso de internação?

Na maioria das vezes, não. O procedimento costuma ser ambulatorial, com anestesia local, e a paciente vai para casa no mesmo dia. Casos específicos podem ser feitos em hospital.

Quanto tempo fico afastada?

O retorno às atividades leves costuma acontecer em poucos dias, e o afastamento do trabalho é definido na consulta, conforme a atividade de cada mulher.

Vou poder engravidar depois?

Na grande maioria das vezes, sim. A cirurgia preserva o útero, e o momento de buscar a gestação depois é combinado na consulta.

A lesão pode voltar?

Pode, em uma parte dos casos, e é por isso que o acompanhamento continua depois do tratamento. Os exames de controle existem para flagrar qualquer retorno ainda no começo.

Faz parte de Exame preventivo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta. A indicação da cirurgia de alta frequência e a conduta em cada caso são individuais e dependem da avaliação médica.

Fontes de referência: Ministério da Saúde, Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, Parte I, rastreamento organizado com testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico, Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, 2025. Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), Colposcopia e tratamento da neoplasia intraepitelial cervical: manual para principiantes. Instituto Nacional de Câncer, orientações sobre o controle do câncer do colo do útero.

Dra. Pollyane Almeida Lopes

Médica Ginecologia e Obstetrícia

CRM MG 66466

RQE: 44581