Colposcopia: quando é indicada e como o exame é feito
A colposcopia examina o colo do útero com lentes de aumento e é o passo seguinte quando o preventivo encontra algo. Aqui estão quando ela é indicada, como o exame acontece, o papel da biópsia, o preparo e o que esperar dos resultados.
Atualizado em 7 de outubro de 2026
Agendar consultaA colposcopia é o exame que olha o colo do útero, a vagina e a vulva com lentes de aumento, usando um aparelho chamado colposcópio. Ele fica do lado de fora do corpo: o que se amplia é a imagem, não o exame.
Ela costuma ser o passo seguinte do rastreamento: quando o teste de DNA-HPV ou a citologia encontram algo, é a colposcopia que localiza onde está a alteração e decide se a biópsia é necessária.
Para que serve a colposcopia?
Para localizar, com precisão, a origem de uma alteração encontrada no rastreamento ou no exame ginecológico.
O preventivo diz que algo existe; a colposcopia mostra onde. Com a ampliação, o colo do útero, a vagina e a vulva são examinados em detalhe, e as áreas suspeitas podem ser biopsiadas no mesmo exame.
Ela não substitui o preventivo nem é exame de rotina: entra quando há um motivo.
Quando ela é indicada?
Principalmente quando o rastreamento encontra alteração.
- teste de DNA-HPV positivo para os tipos 16 ou 18, que nas diretrizes de 2025 encaminham direto à colposcopia;
- outros tipos de HPV de alto risco com a citologia de triagem alterada;
- alterações na citologia, o Papanicolau;
- lesões ou verrugas vistas no exame ginecológico;
- acompanhamento de lesões já conhecidas.
Fora do rastreamento, ela também ajuda a esclarecer sangramentos e outros achados, conforme a avaliação da consulta.
Como o exame é feito?
No consultório, em posição ginecológica, como no preventivo.
Com o espéculo posicionado, o colposcópio amplia a imagem do colo do útero. Duas soluções ajudam a revelar o que o olho não vê: o ácido acético deixa esbranquiçadas as áreas alteradas, e a solução de iodo, o teste de Schiller, cora as células saudáveis e deixa sem cor as regiões suspeitas.
A leitura é imediata: a própria médica classifica o que vê durante o exame. O que vai ao laboratório, quando necessário, é a biópsia.
A colposcopia dói?
Não costuma doer. O desconforto é parecido com o do preventivo.
As soluções podem causar um ardor leve e passageiro. Se a biópsia for necessária, a retirada do fragmento provoca um incômodo breve, de poucos segundos.
Cada etapa é avisada antes de acontecer, e o exame pode ser interrompido se a paciente pedir.
E a biópsia?
É a retirada de um fragmento pequeno da área suspeita, feita durante a própria colposcopia.
Uma pinça própria colhe o material, que segue para o laboratório. É a biópsia que dá nome e grau à lesão, e é ela que define o tratamento, quando ele é necessário.
O resultado costuma levar algumas semanas, e o prazo é informado no dia da coleta.
Preciso de preparo?
Os mesmos cuidados do preventivo, nas 48 horas anteriores.
- evitar relações sexuais;
- não usar duchas, cremes ou medicamentos vaginais, salvo orientação médica;
- não estar menstruada, porque o sangue atrapalha a visualização.
Quem está grávida ou desconfia de gravidez deve avisar no agendamento: a colposcopia pode ser feita na gestação, e a conduta diante de qualquer achado é mais conservadora, muitas vezes deixando biópsia e tratamento para depois do parto.
O que esperar depois do exame?
Sem biópsia, nenhum cuidado especial: a rotina segue normal no mesmo dia.
Com biópsia, um pequeno sangramento e um corrimento escurecido pelas soluções são comuns por alguns dias, e a orientação é evitar relações, duchas e absorvente interno pelo período combinado na consulta.
Sangramento intenso, dor forte ou febre não são esperados e pedem contato.
O que os resultados significam?
A colposcopia classifica o que foi visto; a biópsia, quando feita, confirma.
Exame sem alterações devolve a mulher ao calendário normal de rastreamento. Lesões de baixo grau muitas vezes são apenas acompanhadas, porque uma parte regride sozinha. Lesões de alto grau têm indicação de tratamento, e a cirurgia de alta frequência é um dos métodos usados para remover a área alterada.
Em todos os cenários, o resultado é explicado na consulta, junto com o plano de acompanhamento.
Na consulta · Dra. Pollyane Lopes
A colposcopia é feita pela Dra. Pollyane Almeida Lopes, médica ginecologista e obstetra, CRM MG 66466, RQE 44581, no consultório em Boa Esperança, MG. O exame é agendado a partir do resultado do rastreamento ou da avaliação em consulta, e a biópsia, quando indicada, é feita no mesmo momento. O resultado é entregue com a explicação do que foi encontrado e do plano de acompanhamento ou tratamento.
Perguntas frequentes
Colposcopia é o mesmo que preventivo?
Não. O preventivo é o exame de rastreamento, feito em quem não tem alteração conhecida. A colposcopia é o exame de investigação, que entra quando o rastreamento ou a consulta encontram algo.
Preciso de anestesia?
Para o exame, não. A biópsia do colo costuma dispensar anestesia, porque o incômodo é breve, e as medidas de conforto são combinadas antes, na consulta.
A colposcopia já diz se é câncer?
Ela mostra se existe área suspeita e qual o aspecto dela. Quem confirma o diagnóstico é a biópsia. Na maior parte das vezes, o que se encontra são lesões iniciais, tratáveis.
Posso trabalhar e dirigir depois?
Pode. A rotina segue normal no mesmo dia, com os cuidados dos dias seguintes apenas quando houve biópsia.
Grávida pode fazer colposcopia?
Pode, quando há indicação. Na gestação a conduta é mais conservadora: a biópsia é reservada a situações específicas, e muitas lesões são apenas acompanhadas até depois do parto.
Faz parte de Exame preventivo.
Onde atende
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta. A indicação da colposcopia, da biópsia e de qualquer conduta é individual e depende da avaliação médica.
Fontes de referência: Ministério da Saúde, Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, Parte I, rastreamento organizado com testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico, Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, 2025. Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), Colposcopia e tratamento da neoplasia intraepitelial cervical: manual para principiantes. Instituto Nacional de Câncer, orientações sobre o controle do câncer do colo do útero.
Dra. Pollyane Almeida Lopes
Médica Ginecologia e Obstetrícia
CRM MG 66466
RQE: 44581