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Dra. Pollyane LopesGinecologia e Obstetrícia

DIU: tipos, colocação e o que esperar

O DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e dura anos depois de colocado. Aqui estão as diferenças entre o DIU de cobre e o hormonal, como é a inserção, o que esperar nas primeiras semanas e quem pode usar.

Atualizado em 5 de outubro de 2026

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O DIU, dispositivo intrauterino, é uma pequena peça em forma de T colocada dentro do útero. Ele evita a gravidez por anos e pode ser retirado a qualquer momento, com volta rápida da fertilidade.

Existem dois tipos: o de cobre, sem hormônio, e o hormonal, que libera uma pequena quantidade de progestagênio no útero. A escolha entre eles depende do ciclo menstrual, da saúde e da preferência de cada mulher.

Qual é a diferença entre o DIU de cobre e o hormonal?

O tipo de ação e o efeito sobre a menstruação.

  • DIU de cobre: não tem hormônio, dura até 10 anos e pode aumentar o fluxo e as cólicas, principalmente nos primeiros meses.
  • DIU hormonal: libera progestagênio no útero, costuma diminuir o fluxo e as cólicas e, em parte das usuárias, a menstruação para, sem prejuízo à saúde.

Os DIUs hormonais variam na dose de hormônio e na duração. O de maior dose pode ficar até 8 anos quando o objetivo é a contracepção, prazo ampliado na bula aprovada pela Anvisa, e os de dose menor duram de 3 a 5 anos, conforme o modelo.

Como o DIU evita a gravidez?

Impedindo que o espermatozoide chegue ao óvulo e o fecunde.

O cobre altera o ambiente do útero e prejudica o movimento dos espermatozoides. O hormonal deixa o muco do colo do útero mais espesso, o que dificulta a passagem deles.

Com menos de uma gravidez a cada 100 mulheres no primeiro ano, o DIU está entre os métodos mais eficazes, porque a eficácia não depende de lembrar de tomar ou aplicar nada.

Quem pode usar?

A maioria das mulheres, inclusive adolescentes e quem nunca teve filhos.

O DIU não é indicado durante uma infecção pélvica ativa, na gravidez, com sangramento sem causa esclarecida ou quando o formato do útero impede a colocação. O DIU hormonal também é evitado por quem tem ou teve câncer de mama.

Essa avaliação é feita na consulta, com o exame ginecológico.

Como é a inserção?

No consultório, em poucos minutos.

O DIU é colocado pelo colo do útero com um aplicador próprio, depois do exame ginecológico. A colocação pode ser feita em qualquer fase do ciclo, desde que a gravidez esteja descartada.

É comum sentir cólica durante a colocação e nas horas seguintes. As medidas para reduzir o desconforto são combinadas antes, na consulta.

O que esperar depois da colocação?

Cólicas e pequenos sangramentos nos primeiros dias, que costumam diminuir com o tempo.

Com o DIU hormonal, o sangramento costuma ficar irregular nos primeiros meses e depois diminui. Com o de cobre, o fluxo pode ficar maior no início.

Uma consulta de revisão nas semanas seguintes confere se está tudo certo, com ultrassonografia quando indicada. Os fios do DIU ficam no fundo da vagina e servem para a retirada.

Quais são os riscos?

São pouco frequentes.

O DIU pode sair do lugar, o que se chama expulsão, mais comum nos primeiros meses. A perfuração do útero na colocação é rara: em um grande estudo europeu de vigilância, publicado em 2015 na revista Contraception, aconteceu em cerca de 1 a cada 1.000 inserções. O risco de infecção é pequeno e se concentra nas primeiras semanas.

Febre, dor forte na barriga, sangramento muito intenso ou fio que some ou parece mais longo pedem avaliação.

O DIU pode ser colocado depois do parto?

Sim, logo após o parto ou a partir de quatro semanas depois dele.

Ele não interfere na amamentação e é uma das opções indicadas para o pós-parto, quando os métodos com estrogênio costumam ser evitados.

O DIU serve como contracepção de emergência?

O de cobre, sim, se colocado em até cinco dias depois de uma relação sem proteção.

É a forma mais eficaz de contracepção de emergência e, depois de colocado, continua funcionando como método regular.

Na consulta · Dra. Pollyane Lopes

A inserção e a retirada do DIU são feitas pela Dra. Pollyane Almeida Lopes, médica ginecologista e obstetra, CRM MG 66466, RQE 44581, no consultório. Antes, a consulta avalia o histórico, o ciclo menstrual e o exame ginecológico, define o tipo de DIU mais adequado e combina como será a colocação. Depois, uma consulta de revisão confere a posição e tira as dúvidas das primeiras semanas.

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Perguntas frequentes

O DIU é abortivo?

Não. O DIU age antes da fecundação, impedindo que o espermatozoide chegue ao óvulo.

O parceiro sente o DIU?

Normalmente não. Em alguns casos, os fios podem ser percebidos, e o comprimento deles pode ser ajustado na consulta.

O DIU aumenta o risco de gravidez ectópica?

Não. Como evita a gravidez, o DIU reduz o risco de gravidez ectópica em comparação com não usar método. Se uma gravidez acontecer com o DIU, ela precisa ser avaliada logo, porque nesse caso a chance de ser ectópica é maior.

Quando posso voltar a ter relações depois da colocação?

Em geral, assim que se sentir confortável. Com o DIU de cobre, a proteção é imediata. Com o hormonal, pode ser preciso usar preservativo nos primeiros sete dias, dependendo da fase do ciclo em que foi colocado.

Quanto tempo depois de retirar o DIU posso engravidar?

A fertilidade volta logo após a retirada, sem necessidade de esperar.

Faz parte de Contracepção.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta. A indicação do DIU e do tipo de dispositivo é individual e depende da avaliação médica.

Fontes de referência: World Health Organization, Medical eligibility criteria for contraceptive use, 6ª edição, 2025. World Health Organization, Selected practice recommendations for contraceptive use, 4ª edição, 2025. World Health Organization e Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, Family planning: a global handbook for providers, 2022. Heinemann K e colaboradores, Risk of uterine perforation with levonorgestrel-releasing and copper intrauterine devices in the European Active Surveillance Study on Intrauterine Devices, Contraception, 2015. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, bula do sistema intrauterino de levonorgestrel 52 mg, atualização de 2024.

Dra. Pollyane Almeida Lopes

Médica Ginecologia e Obstetrícia

CRM MG 66466

RQE: 44581